Todo mundo sabe — ou deveria saber — que a atenção aos detalhes é peça fundamental de um bom design.
Pelo visto a Microsoft sabe muito bem disso e, a partir de uma simples mudança de azul nos links das resultas de busca do Bing, concluiu que sua receita anual poderia aumentar em pelo menos $80 milhões de dólares. Isso mesmo, uma simples mudança de cor.
Claro que há muitos outros fatores a considerar na hora de discutir se um design é bom ou ruim mas o que interessa pra gente agora é saber desse tal azul milhonário. Que azul mágico é esse? Paul Ray, User Experience Manager do Bing, disse o seguinte:
A Microsoft também testou diversas vesões de links azuis nos resultados da busca. Uma específica tonalidade de azul (#0044cc) levantou de $80 a $100 milhões de dólares por ano em comparação ao azul claro que a equipe de design havia tentado antes.
Mas, vejam só vocês, ao checar a página do Bing com o Firebug essa cor NÃO aparece lá. E agora? Vladimir Carrer, o cara que fez essa descoberta, explica sobre o segredo do azul de $80 milhões do Bing inclusive relacionando com teoria da cor.
De qualquer modo, vale muito a pena assistir à apresentação que Paul Ray fez no MIX10 falando do processo de redesign feito no Bing. Eu mesmo não sendo um grande fã da Microsoft vejo que o pessoal tem feito alguns trabalhos bem interessantes por lá recentemente, o Bing sendo um deles.
Isso não quer dizer que o Google vai sair da minha homepage tão cedo. Ainda.
Não falei nada sobre isso antes por pura preguiça.
O InterCon é menos um evento de tecnologia que inovação digital. Na verdade, o InterCon se dividirá (ou se multiplicará?) em 4 eventos paralelos. Um deles será o FF’08 que promete ser inovador no formato e no conteúdo das palestras. Nas palavras de Luli Radfahrer: “Imagine um ciclo de palestras em formato Rave. Imaginou? POIS esqueça. é muito mais.”
E se você não sabia disso, não adianta se animar agora, porque o iMasters InterCon 2008 já é amanhã agora no dia 25.
Infelizmente eu não irei por motivos financeiros-temporais. Minha participação no entanto está garantida pro Campus Party 2009. Ainda assim, se você quiser, pode acompanhar desde já tudo que está sendo publicado sobre o evento: no Twitter, Flickr, YouTube, Videolog e também nos blogs que estarão cobrindo o evento, tudo isso concentrado no Livestream do InterCon no Blogblogs.
De certo ponto-de-vista, a participação via internet não é a mesma coisa que a participação integral, a participação presencial, acontecendo ao vivo e mantendo contato direto com as pessoas, mas eu poderia afirmar que é uma extensão do evento em si, um 5º evento ocorrendo paralelamente ao evento principal.
Se quiser participar de alguma forma, basta colocar a tag intercon2008.
Todos os dias vemos centenas de marcas novas e antigas. Todos os dias nós as vemos e em todos os cantos possíveis e imagináveis elas estão lá, marcando e demarcando.
Marcas que precisam ser lembradas por nós para funcionarem e, conseqüentemente, para vender, comunicar e funcionar propriamente como uma, resultado da simplificação de conceitos numa linguagem meramente visual e estilizada.
Na imagem acima temos vários soluções gráficas bem interessantes que poderiam muito bem ser logos de diversas empresas multinacionais, certo? Mas quais seriam elas? E qual seria o conceito de cada uma delas? O que representariam?
A bem da verdade, as figuras acima são apenas as bandeiras de algumas das capitais japonesas. Sim, são bandeiras de cidades japonesas1. Não me pergunte o nome dos designers que as desenharam porque eu não sei – como saberia? -, mas aposto que você nunca imaginaria isso, vai dizer. Ao menos que você fosse uma mistura de oriental com índio, ai tudo bem.
Entretanto, é importante dizer que cada um desses símbolos possui sim um conceito por trás fazendo as devidas ligações com a língua e com os elementos da cultura nipônica. Várias delas são representações altamente estilizadas de kanjis, katakanas e hiraganas, os quais estão intimamente ligados aos simbolos heráldicos – ou seja, a representação de brasões – japoneses, chamados de Mon.
Preferi não falar o nome do refresco que virou polêmica no post passado de tão ruim que o nome é. O conceito da parada é algo tão exaustivamente usado que chego a ficar em dúvida se foi feito alguma pesquisa séria antes ou se foi apenas enrolação do estagiário que passou o tempo todo comprando seus amiguinhos no Friends For Sale do Facebook.
Uma simples Googleada já nos mostra vários logos que utilizam conceitos que, essencialmente, partem do mesmo principio.
Por último, o logo do famigerado hidrotônico que já está provocado um gás na blogsfera.
A idéia agora não é fazer uma crítica do logo da bebida baseado nas outras marcas encontradas. Foi apenas um pequeno puxão de orelha, na minha opinião, de que a inovação poderia ter surgido de outra forma, não em um nome besta como esse, repetindo uma fórmula já batida pelo meio publiciotário.
Bom, tirem suas próprias conclusões. Agora esse assunto já deu pra mim.
Eu sei que prometi há alguns dias atrás um post explicando como fazer um flip book e tals, mas acabei enrolando. Muito bem, não importa porque depois desse vídeo que meu caro amigo Olde me passou, percebi que aquilo era coisa para os fracos. Quero dizer, também não né, mas pra falar a verdade eu nunca tinha visto nenhuma animação explorando este tipo de técnica como o do vídeo abaixo.
As imagens em movimento são conseguidas através do efeito Moiré, que é basicamente quando duas grades são sobrepostas em ângulos próximos ou em padrões parecidos.
Para os desavisados, o significado de kerning, direto da bíblia tipográfica dos designers:
Kern: Parte de uma letra que invade o espaço da outra. Em muitos alfabetos, o f romano tem um kern à direita, o j romano tem um kern à esquerda e o f itálico tem um kern em cada lado. O verbo inglês to kern significa alterar o espacejamento de certas combinações delas – To ou VA, por exemplo – para que o membro de uma letra seja projetado sobre ou sob o corpo ou o membro da outra. (BRINGHURST, Robert. Elementos do Estilo Tipográfico, p. 359. Cosacnaif. São Paulo, 2005)
Todo criança que se preze já pegou durante uma daquelas aulas chatas de química na 8ª série o cantinho da página do livro e fez desenhozinhos em todas as páginas pra depois ficar passando rápido, mostrando para os coleguinhas as imagem em movimento, até fazer orelha nas páginas e levar esporro da mãe em casa, porque teria que vender o livro no final do ano. Mas o que você não sabia naquela época é que você estava fazendo um flip book.
O flip book, ou kineógrafo, foi inventado no final do século 19, e foi um dos brinquedos ópticos que antecederam o cinema como o conhecemos hoje. Digo mais, sem este e outros brinquedos que até hoje são referenciados por mega-boga blockbusters, não existiria sétima arte, nem Matrix, nem nada. Até mesmo aquele primeiro beijo que você deu durante aquela matinê de Titanic – tô mentindo? – nunca teria acontecido! Muito menos poderíamos hoje, jogar GTA4.
Apesar de velhos, hoje eles ainda são produzidos comercialmente como forma de brindes promocionais em eventos e coisas do tipo, como também podem ser feitos para presente ou mesmo por diversão. Quer presente mais original do que um cinema de bolso?
Existe uma empresa que faz flip books personalizados e até que eles possuem uma bela galeria de exemplos, mas você teria coragem – e cacife – para encomendar no mínimo 2.500 unidades desses? Então, o jeito é apelar para o melhor estilo punk faça-você-mesmo, buscar aqueles dotes designísticos que você tem guardado desde as aulas de artes do primário.
Mas antes de ensinar o caminho das pedras e mostrar como se faz um é preciso deixar claro alguns conceitos básicos sobre o funcionamento de um flip book, para que possamos entender qual a mágica por trás desse simples objeto de desejo.
Flip book #1 – grid de montagem como ponto-de-partida para a capa.
É mais ou menos assim: como no cinema, o flip book nada mais é do que uma sucessão de imagens estáticas, impressas em algum tipo de suporte resistente, que ao serem passadas rapidamente, fazem uso de um fenômeno óptico conhecido como persistência da retina, para criar a ilusão de imagem em movimento. No cinema, as imagens passam a uma velocidade de 24 quadros por segundo, porém, devido aos limites do suporte que temos no flip book, as imagens passam mais ou menos a uma velocidade de 10fps.
Por esse motivo, a animação pode ficar pulando, mas é assim mesmo. Temos que reduzir a quantidade de imagens a serem impressas para algo em torno de 60, que é mais ou menos o suficiente para criar um bom efeito visual e uma duração para o seu flip book.
A etapa mais importante, e mais difícil, é sem dúvida a escolha do material a ser “animado”. As opções mais comuns são duas e dependem apenas da pessoa saber desenhar ou não. Desenhar quadro-a-quadro dará um resultado bem diferente do que se usar um vídeo já existente. O que é indispensável é que 100% ou a maioria da ação ocorra no canto direito do quadro, que é justamente a área mais visível de um flip book.
Outra coisa importante são as dimensões do livreto. Flip books – os promocionais, principalmente – possuem um tamanho compacto para caberem no bolso, mas devem ser grandes o suficiente para terem uma boa área de visão, para serem manuseado com os dedos e coisa e tal. O tamanho que encontrei durante os meus primeiros testes foi algo em torno de 8cm de largura por 6cm de altura.
Entretanto, outro formato interessante comumente usado é o de 10x5cm, que apesar de perder em tamanho vertical, ganha no tamanho horizontal, que pode ser bem interessante quando se deseja ver (quase) toda a extensão da página.
Além disso, deve-se escolher bem o tipo de papel usado. Folhas comuns do tipo sulfite 75g/m² dão conta pra fazer as páginas internas, mas ai fica a critério do freguês, ainda mais quando se tem papéis especiais disponíveis.
Uau! Como é possível?!
O formato deste flip book é 8x6cm, mas eu poderia ter usado o de 10x5cm. Se você fizer os cálculos, verá que numa folha A3 cabem 20 imagens, tanto de um quanto do outro formato, ou seja, pra fazer esse flip book de 60 quadros, gastei não mais do que 3 folhas A3 e uma A4 para fazer a capa.
Pra não complicar mais essa história toda, vou terminar este post por aqui, porque já está bem longo e já não tou conseguindo lembrar do que escrevi lá em cima.
Mas não se desespere. Sei que você deve estar louco de vontade de fazer um destes, aproveitando que tá no trabalho de bobeira e tem papel e impressoras de sobra o suficiente para imprimir a Trilogia de Senhor dos Anéis inteira em full-motion.
Então, no PRÓXIMO POST, que prometo que será logo logo, explicarei direitinho como fazer. Não desgruda daí!
O Dias Normais tá parado mas não tá morto não. Só pra atualizar vocês, na última semana eu recebi uma proposta de estágio no Núcleo de Ensino a Distância da Ufes para um projeto que deveria ter começado desde o ano passado mas que enfim vai começar agora.
Lá vou trabalhar com a diagramação dos materiais didáticos que serão usados nos cursos à distância da Ufes. Dentre o material produzido, incluí-se ilustrações, fotografias, infográficos e a plataforma web e multimídia com vídeos e animações. Apesar da vasta área que será coberta pela equipe, acredito que ficarei responsável mais pela parte de fotografia, junto com minha colega Verônica Vieira.
Essa semana eu tirei para resolver alguns assuntos pessoais e da faculdade. Estou aproveitando pra fazer uns trabalhos que estão atrasados, coisa e tal, e ir preparando o material necessário para uma série de postagens sobre design gráfico e conceitos de hipermídia voltado para diagramação de layout para blogs.
Claro que pretendo aumentar minha freqüência de postagens, mas essa será tipo uma coluna semanal, provavelmente toda terça-feira.
Então enquanto eu vou acertando os últimos detalhes por aqui, vocês podem conferir alguns dos blogs que eu mais curto e leio quase que diariamente, nos links ao lado.
Além disso, como recomendação OBRIGATÓRIA do que tem tornado meu iPod cada vez mais útil, são as excelentes palestras do TED – Ideas Worth Spreading.
Pra quem não sabe, o TED é uma conferência sobre Tecnologia, Entretenimento e Design, realizada todos os anos na Califórnia e que reúne só as cabeças mais fodas nessas e outras áreas como ciências, economia e artes. Recomendo fortemente assinar o feed do videocast da parada que já vem no formato mp4 pra ser assistido no iPod. Dá para assistir aos vídeos no próprio site também, é claro, e até mesmo no YouTube, basta dar uma boa pesquisada.
Johnny Lee falando sobre seu protótipo feito sobre o Wiimote.
De cabeça agora, posso citar as palestras de feras como: Al Gore, John Maeda, Johnny Lee, Nicholas Negroponte, Stephen Hawking, Theo Jansen, Vik Muniz, entre outros que eu ainda não tive a oportunidade de assistir.
Como sempre, meu timing perfeito só me permitiu comentar sobre a nova logo da Globo hoje. Como já é assunto do mês passado, serei sucinto, só pra não deixar passar em branco a notícia.
A logo faz parte do que eu chamo de plano de marketing da Rede Globo de empurrar a tal da TV Digital (ou DTV) pro povão. Claro, renovar para gerar discussões e mídia espontânea.
Do marketing: Renovar a identidade visual é o grande trunfo que a Globo joga de tempos em tempos para se diferenciar das outras emissoras. Mas desta vez, além disso, ela aproveita para se destacar como pioneira na TV digital no Brasil, apontando para a nova estética proporcionada pela tecnologia de imagens de alta definição e formato de cinema dos novos televisores, propagandeando os novos ideais de consumo e imersão para a população que ainda sonha com uma TV de 29 polegadas na sala, sendo otimista. Para mim, uma idéia de gênio, e só.
O olho que tudo vê – Big Brother Globo
Do design: As implicações de uma reformulação de identidade são imensas pro pessoal do design, algo que acredito que não deve ter sido levado em consideração no momento da criação lá pelos publiciteiros. Mas afinal de contas: o que mudou no redesign?
A galera fervorosa xiíta critíca, debate, solta o verbo e diz que não mudou nada ou quase nada. Eu tenho minhas dúvidas, vejamos: a mudança mais perceptível é o novo prateado, degradê e sombreado que fazem parte das duas esferas; em seguida temos o novo retângulo representando o formato widescreen das TVs digitais e que é preenchido com linhas horizontais nas cores do espectro da luz visível.
A mudança do formato 4:3 (standart) para 16:10 (widescreen) modifica completamente o equilibrio da imagem, não é uma mudança tão simples assim. O globo agora figura um rítmo horizontal que se assemelha a de um olho – do Big Brother ou do HAL 9000, o computador onipresente do filme 2001: Uma Odisséia no Espaço?
Certo que 90% do que há ai é “perfumaria”, sem dúvida. Desde que o logo incorporou elementos do 3D e do degradê ela se transportou totalmente para a TV, dificultando assim as possibilidades de representação em outros meios.
Evolução do logo da Rede Globo.
Mas o que temos agora, acima de tudo, com esse novo símbolo é um novo paradigma estético do que é a TV brasileira. Aliás, estética essa que não é nada nova e que na verdade passa por um grande modismo hoje em dia, em vários campos do design – até nas coleções de moda o prateado está em voga -, na internet, na música, etc.
Vejam só vocês o clipe novo do grupo francês Justice:
Referências datadas? Breguice? Ou o modismo cool revisitado? A impressão que tenho é que tudo isso já parece ser antigo e demodé antes mesmo de envelhecer.
Sempre rola aquela vergonha alheia como quando vemos alguma imagem de quinze ou vinte anos atrás e pensamos “puta merda! que roupas toscas aquele pessoal usava”, “que filme trash fudido da porra!” e todas as tosqueiras videográficas da década de 80 e início de 90.
Porém, contudo, entretando não há motivo para alarde nem choradeira. Não vai demorar muito para nos acostumarmos a essas e outras mudanças que estão por vir, continuando o ciclo de transformação das coisas.
* Thanks ao Chicow pelo bate-papo espontâneo e incendiário.
Ficar ânsioso, estressado, com insônia e outras doenças da era da informação não é nada difícil e eu ainda dou a receita de como fazer: ajude a organizar o primeiro Blogcamp do seu estado e seja o responsável pela parte gráfica da parada; faça os banners, os cartões, as credenciais e etc; corra atrás de cobertura da imprensa; e passe mal para fazer uma ilustração no Corel Draw a menos de dois dias para o evento.
A tarefa do designer gráfico poder ser um pouco estressante devido ao tempo gasto com inúmeras tentativas, testes, erros, noites mal dormidas e crises de criatividade mas, no final, após um curto prazo de desenvolvimento, o resultado da parte “criativa” do processo acaba sendo recompensadora, ou, no mínimo, interessante, já que alguma coisa você pôde tirar dali como aprendizado.
E eu já digo, antes mesmo do encontro acontecer, que a experiência até agora acumulada já valeu à pena. Se tudo der certo como planejado então, maravilha! Mas fica aqui um recado: não adianta se preocupar demais com pequenos detalhes ou problemas que venham a acontecer durante ou após um projeto de design. Concentre-se principalmente no início, na elaboração das etapas do projeto, nas características, nos possíveis problemas a serem enfrentados, nas questões sobre prazo, pagamento e afins.
Erros são erros, aprenda a conviver com eles para não repetí-los outra vez – esse é o famoso ditado. No final das contas, o que der errado se tornará problema futuro, não presente, afinal, melhor ter um trabalho acabado e com o dinheiro no bolso do que ficar a ver navios com um serviço pela metade, com prejuízo e com a filme queimado diante do cliente.
Pra finalizar, em primeira mão, o banner que estará presente durante o evento mais esperado pela blogsfera:
Faltam menos de duas semanas pro BlogCamp ES acontecer – só pra lembrar, dias 22 e 23 de março, na Ufes – e finalmente as coisas estão saindo do papel – ou do computador.
Retrabalhei a diagramação dos banners, camisas e crachás do evento afim de proporcionar uma melhor clareza e organização. Devo admitir que falhei ao descuidar desta parte da organização desde o começo do planejamento do BlogCamp, mas foi uma escolha minha e agora com pouco tempo, não foi possível grandes mudanças.
Em primeira mão, o material gráfico do camp:
Banners e camisas serão produzidos pela Tecprint e as credenciais pela Copyexpress. Espero que dê tudo certo. Conto os detalhes depois.